Archive. Football. Statistic & History
Document | arfsh.com
A document created by arfsh.com for the whole football community
O Association #6

Author: Isaque Argolo | Creation Date: 2024-03-30 23:42:56


Data providers: Isaque Argolo.
A ESTREIA DE DORIVAL
INGLATERRA—BRASIL, 0:1 (0:0)
Endrick estreia e marca um tento — Brasil conquista em Wembley — Decepcionante desempenho inglês — A nova face da Seleção Brasileira.

Texto escrito em 25/03/2024.
Depois de muito tempo, a Seleção Brasileira visitara, em encontro caracterizado como amistoso Internacional, uma equipe que pertence à prateleira do primeiro escalão do futebol mundial — assim era comentado —, sendo esse palco o histórico Wembley, um dos verdadeiros templos do Association. No último sábado, eu decidi assistir tal curiosa partida. Afinal, a mesma seria um verdadeiro conglomerado de aspectos interessantes, sendo um deles a jornada de Dorival Júnior no comando da Canarinha. Sinceramente, em casos específicos como esse, devido à transição de comandos da equipe, não costumo realizar muitos questionamentos à respeito da prévia de desempenho de scratchs. Portanto, assisti a partida sem qualquer espectativa. Futebol é momento — e ainda bem que assim seja.
Pela primeira metade da partida, posso destacar algumas situações incisivas do confronto. O meio-campista Lucas Paquetá, do West Ham United F.C., cometeu um número demasiado de faltas. Já assinalado o cartão amarelo para o brasileiro, Paquetá cometeu uma falta cínica em Bellingham. Neste momento, acreditei que o português Artur Soares Dias daria-lhe o cartão vermelho. A imprecisão de Chilwell foi completamente notória, por meio de seus arremates logo na entrada da área e por outras falhas técnicas.
No decorrer, o Brasil, de fato, possuíu melhores chances do que a Inglaterra, sendo as duas principais por meio de Vinícius Junior e Lucas Paquetá. Walker, em minha opinião, realizara boa partida até o momento de sua saída precoce, salvando, assim, um gol certo do ponteiro esquerdo do Real Madrid C.F. Houve também uma chance protagonizada por Raphinha, a qual foi tecnicamente muito mal cedida por Maguire.
A segunda parte do match refletiu, ainda assim, uma certa intensidade que era condizente com a primeira metade. Em determinado momento da partida — pouco antes do tento brasileiro —, fui perguntado sobre, pelo o que eu vira, o que eu acharia que seria o desfecho. Eu comentei que apenas um gol seria adicionado ao placar, porém que não sabia para que lado. Tinha a percepção que o Brasil criava as melhores chances, porém que a Inglaterra podia estabelecer um tento por meio de uma bola parada.
Algumas chances foram criadas, todavia sem a precisão exata para vencer a baliza. Recordo da chance que Paquetá teve que, com um pouco mais de colocação, seria, de fato, um belo gol.
Após as substituições, a Inglaterra, sobretudo, caiu drasticamente de qualidade defensiva e ofensiva. O Brasil, por sua vez, realizou substituições que mudariam o destino da partida: Endrick & Andreas.
Andreas Pereira entrou muito bem. Após uma péssima interceptação realizada por Lewis Dunk, que substituíra Harry Maguire, Andreas pôs Vinícius Júnior em clara posição de consignar um tento, porém o ponteiro esquerdo do Madrid não converteu. Endrick, que estava acompanhando a ação, empurrou a bola para o fundo da rede de Wembley. Posteriormente, em um rápido contra-ataque, Endrick obteve uma chance clara para adicionar mais um ao placar, porém parou no custodian adversário. BRASIL
Como era antecipado, os visitantes jogaram de uma maneira não condizente com as últimas alternativas apresentadas pelos últimos comandos, porém de forma mais contrastante. Uma característica bastante notória foi o demasiado número de faltas realizadas, especificamente direcionadas para Jude Bellingham. O Brasil, ademais, não tentou a predominação da posse-de-bola, todavia apresentou um estilo de jogo mais direcionado, com rápidas transições sendo utilizadas, principalmente por bolas que rasgaram o sistema defensivo e encontram os avanços diagonais de Vinícius Júnior.
Embora chances claras tenham sido criadas, na minha opinião, o aspecto em que o Brasil mais pecou foi na finalização. Municiamento demasiado, todavia com muita imprecisão para adicionar tentos ao placar.
O meio-campo brasileiro mostrou-se bastante sólido em sua formação, com características mais defensivas, porém com bela capacidade de criar espaços e desenvolver a bola do sistema defensivo ao ataque. O setor médio do Brasil, na minha opinião, foi o melhor da equipe, com Bruno Guimarães e Lucas Paquetá sendo os destaques. Paquetá, por sua vez, realizou uma partida bem ampla, em diversos sentidos. Foi um jogador demasiado incisivo na marcação, combinou bem, principalmente com o futebolista do Newcastle United F.C., e crious chances para o mesmo. Ele, ademais, chegou para concluir em determinada ocasião na primeira metade, porém acertou a trave direita de Pickford. O meio-campista brasileiro precisa apenas alertar-se com o excesso de faltas, pois não é qualquer árbitro que o manteria na partida.
Andreas Pereira, do Fulham F.C., mesmo sem disputar muitos minutos em campo, ao meu ver, desempenhou muito bem, criando uma chance clara para Vinícius Júnior e, quase que nos cinquenta minutos da segunda parte, uma oportunidade para Endrick.
O Brasil atuou com três forwards. Rodrygo, ademais, realizando uma função de demasiada movimentação e conexão entre o meio-campo e a linha de ataque. Interessante, de certa forma, tal decisão, porém, da mesma forma que o Brasil apresenta-se em teste, eu gostaria de ver a seguinte forward line na próxima partida contra a Espanha: Rodrygo-Endrick-Vinícius. Pelo lado direito, Raphinha compôs bem defensivamente, ajudando sua ala contra os avanços ingleses protagonizados por Chilwell, Bellingham e Gordon. O right winger, entretanto, foi o menos incisivo da vanguarda brasileira. Pelo lado esquerdo, Vinícius Júnior, o forward do Madrid, não desempenhou sua verdadeira capacidade pela Seleção ainda — e isso é refletido pelas palavras do mesmo. Sendo constantemente acionado pelo seu lado de campo, Vinícius mostrou uma aglomeração de ocasiões, ainda assim, imprecisas, sendo as principais ações diante do goleiro Pickford.
Todos os três avançados iniciais desempenharam abaixo do que podem atuar.
Com a entrada de Endrick, o funcionamento ofensivo modificou-se. Endrick é um jogador de características muito diferentes das de Rodrygo. O brasileiro de apenas dezessete anos marcou o único tento da partida, após acompanhar a chance perdida por Vinícius Junior. Além do tento consignado, Endrick tentou algumas ações, porém sem sucesso. Ele, ademais, perdeu uma claríssima chance de dobrar o placar. INGLATERRA
Decepcionante, assim, foi o desempenho inglês, mais especificamente devido às claras falhas técnicas de alguns de seus jogadores. A imprecisão foi amplamente notória, sendo protagonizada pela sua primeira linhha. Prevalentemente, o Brasil foi a equipe superior, mesmo atuando em território estrangeiro.
A linha de backs desempenhou muito mal, especialmente após a saída de Kyle Walker logo na primeira metade. Sem qualquer comparação, o pior lado do rank foi o esquerdo, composto por Harry Maguire e Ben Chilwell. Maguire foi abaixo, tampouco demonstrou segurança — o reflexo sendo a falha técnica que quase concedeu um gol ao adversário. Stones, do Manchester City F.C., foi o melhor full-back. Chilwell foi demasiado impreciso, inclusive em aspectos mais simples da técnica. Seus arremates foram horrendos e suas centralizações foram desalinhadas, porém seus duelos com Raphinha foram interessantes.
O meio-campo inglês, composto do Declan Rice, Conor Gallagher e Jude Bellingham, dava uma percepção que possuía muito potencial, porém que esse potencial não fora atingido. Gallagher não demonstrou muito durante a partida, recordo mais pelo número de faltas recebidas e por uma chance criada para o centre-forward Watkins. Rice desempenhou bem, realizando boa transição, combinando pelo meio, desarmando e interceptando. Ao meu ver, entretanto, o futebolista do Arsenal F.C. é mais uma peça que está sendo limitada em sua National Team. Acredito que é possível tirar muito mais qualidades desse jogador. Bellingham foi o destaque da Inglaterra. De fato, é um excepcional futebolista. Seu estilo de jogo, seu comando e suas ações realizadas nas mais vastas áreas do gramado são completamente predominantes. Igualmente ao Gallagher, o meio-campista do Real Madrid C.F. sofreu demasiadas faltas. Eu, contudo, destaco uma desnecessária falta cometida logo na primeira metade, na qual foi assinalado o cartão amarelo para o camisa 10.
A forward line inglesa foi quase que completamente apática majoritariamente na partida, especialmente Phil Foden, que era esperado um desempenho muito melhor por parte do avançado do Manchester City F.C. Foden foi muito mais visto cobrando bolas paradas. Ele, ademais, especialmente na segunda metade, quase que não participou das ações inglesas. Pelo lado esquerdo, o estreante Anthony Gordon, do Newcastle United F.C., mostrou-se um tanto tímido no início, porém, paulatinamente, desempenhou de maneira incisiva pelo seu lado e, em determinadas ocasiões, cortando para o centro e lançando um arremate. Watkins não foi suficiente para o sistema defensivo brasileiro.